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domingo, 2 de julho de 2017

A Guerra da Coreia (1950-1953): uma guerra sem fim.



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As paradas militares realizadas pelas forças armadas norte coreanas são uma forma de demonstração de  força contra uma possível ação militar norte americana.

A recente tensão envolvendo Estados Unidos e Coreia do Norte em torno do teste de um míssil balístico realizado no dia 8 de abril de 2017 pelas forças armadas norte coreanas é consequência direta do fim da Guerra da Coreia que foi um dos episódios do conflito ideológico entre EUA e URSS chamado de Guerra Fria. Embora o teste tenha fracassado, o fato serviu para aumentar a tensão entre os governos americano e norte coreano.
As origens da Guerra da Coreia têm suas causas originadas no final da Segunda Guerra quando EUA e URSS resolvem dividir a Coreia em dois países durante a Conferência de Potsdam (realizadas entre julho-agosto de 1945). A Coreia do Sul se torna uma área de influência norte-americana enquanto que a Coreia do Norte se tornou um país socialista apoiado URSS e China. 

Em 1948, ocorreram eleições na Coreia do Sul (10 de maio) e na Coreia do Norte (25 de agosto). Os líderes das duas Coreias ambicionavam a unificação do país, mas as diferenças ideológicas entre os governos sul coreano e norte coreano marcaram um início de conflitos armados em torno do paralelo 38, linha divisória entre os dois países.
Em 25 de julho de 1950, a Coreia do Norte invade o território sul coreano dando início a Guerra da Coreia. O objetivo do líder norte coreano Kim Il-Sung é unificar a Coreia sob governo socialista. As tropas sul coreanas não conseguem conter o avanço do exército norte coreano e em 28 de julho a capital Seul é tomada.
Em resposta a invasão norte coreana à Coreia do Sul, os Estados Unidos conseguem a aprovação da Resolução 82 que autoriza o ataque às forças norte coreanas por uma força aliada comandada pelos americanos.
Com a ação das tropas aliadas e americanas, a Coreia do Sul consegue restabelecer seu governo em 25 de setembro de 1950. Após a retomada de Seul, as forças americanas comandadas pelo General Doulgas McArthur começam a preparar uma invasão a Coreia do Norte e cujo objetivo final é invadir a China que desde o início do conflito deu apoio ao governo norte coreano.
O conflito se torna um prenúncio de uma possível guerra mundial quando, em 18 de outubro de 1950, a China envia 300 mil soldados a Coreia do Norte e a União Soviética começa a enviar contingentes da força aérea para apoiar chineses e norte coreanos.
A guerra se estendeu até 1953, onde nem norte coreanos (apoiados por chineses e soviéticos) e sul coreanos (apoiados por americanos e aliados) conseguiram uma vitória que pusesse fim ao conflito. Neste ano, sul coreanos e norte coreanos assinam um armistício que cessou os confrontos, mas não pôs fim oficial a guerra.
O resultado desse armistício foi a manutenção das fronteiras da Coreia do Sul e da Coreia do Norte delimitadas pelo paralelo 38. O saldo de pessoas mortas na guerra foi estimado em 1,2 milhões de pessoas.
Desde o fim da guerra, os Estados Unidos vem mantendo um grande contingente de soldados para evitar uma nova invasão norte coreano à Coreia do Sul. E a fronteira entre Coreia do Sul e Coreia do Norte é a zona mais militarizada do mundo atualmente.
 
O temor dos governos americanos é que a Coreia do Norte de posse de armas nucleares e com capacidade de lançamento venha a fazer uma invasão ao país sul coreano.
As contínuas sanções da ONU ao governo norte coreano seriam uma forma de desestimular a pretensão desse governo em desenvolver armas nucleares. Mas as sanções da ONU têm surtido um efeito contrário: o líder norte coreano, Kim Joung-Un tem demonstrado disposição para descumprir as resoluções do Conselho de Segurança da ONU como uma demonstração de poder junto ao povo norte coreano.


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Os constantes testes e exercícios militares realizados pelas forças armadas norte coreanas são vistos pelo ocidente como uma provocação do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un.
 
A tensão entre EUA e Coreia do Norte aumentou com a eleição de Donald Trump para a presidência americana. Trump prometeu em sua campanha presidencial tornar a América grande novamente. E os testes realizados pelo governo norte coreano são a oportunidade de demonstrar para o público americano a força do novo presidente.
Para os analistas militares e de diplomacia o jogo de forças entre Donald Trump e Kim Jong-Un toma as proporções da tensão entre EUA e URSS durante a Crise dos Mísseis em Cuba, em 1963. Durante essa crise, o mundo viveu o risco de uma terceira guerra mundial e que seria uma guerra nuclear.
Nos bastidores, a China, a principal aliada da Coreia do Norte, trabalha para uma solução diplomática junto ao Japão. Mas o envio do porta aviões americano USS Carl Vinson aumenta ainda mais a tensão de um conflito entre americanos e norte coreanos.

A Guerra da Coreia e a era do caça a jato 
 A guerra da Coreia inaugurou uma nova era no combate aéreo, pois foi o primeiro conflito em que ambas as forças militares utilizaram aviões de propulsão a jato em combates. Durante a Segunda Guerra Mundial, apenas os alemães utilizaram esse tipo de armamento. Na Guerra da Coreia, os americanos utilizaram com grande sucesso o caça F-86 Sabre, enquanto que soviéticos, norte-coreanos utilizaram o caça MIG-15.
 






sábado, 17 de junho de 2017

A Guerra Fria (1949-1991)

INTRODUÇÃO
A Guerra Fria foi um conflito ideológico entre Estados Unidos e União Soviética surgido após à Segunda Guerra Mundial. As duas nações saem desse conflito como superpotências e passam a disputar a supremacia geopolítica. Durante a Guerra Fria o conflito entre americanos e soviéticos aconteceu de forma indireta, pois um conflito direto envolveria o uso de armas nucleares. Durante esses anos, havia o medo de uma Terceira Guerra Mundial que poderia exterminar a humanidade.
Como conflito ideológico, a Guerra Fria se destacou pela interferência de americanos e soviéticos nos conflitos de descolonização das nações africanas e asiáticas, pela corrida armamentista, pela corrida espacial, pelas disputas nas olimpíadas pela supremacia esportiva e pela propaganda sobre a superioridade dos sistema capitalista e soviético. Além desses aspectos, a Guerra Fria tinha como símbolo máximo o Muro de Berlim que foi construído em 1961.
O conflito ideológico
Estados Unidos e União Soviética saem da Segunda Guerra Mundial como as grandes vencedoras do conflito. Após a derrota da Alemanha Nazista, americanos e soviéticos começam a negociar a formação de uma nova ordem mundial para o pós-guerra. As conferências de Postdam e de Ialta começam a definir um mundo bipolar onde americanos e soviéticos definem os rumos do mundo.
O mundo passou a  ser organizado em áreas de influências americana e soviética, onde cada um desses países buscavam manter e ampliar essas suas áreas de influência.

 A conferência de Ialta definiu os rumos da geopolítica no pós-guerra

A formação da Organização do Tratado do Atlântico Norte - OTAN
Em 1949, é formada a Organização do Tratado do Atlântico Norte - OTAN. Essa organização militar agrupava os países da Europa Ocidente e Canadá, liderados pelos Estados Unidos, contra uma possível invasão militar soviética.
 Em 1955, os soviéticos, juntos com os seus aliados, criam o Pacto de Varsóvia que era uma aliança militar para conter um ataque dos Estados Unidos e seus aliados da Otan.
 Bandeira da OTAN
Ambas as alianças militares estavam preparadas para um possível confronto militar que envolvesse armas nucleares.
Globo terrestre representando os países membros da OTAN

Mapa destacando as alianças militares da OTAN (azul) e do Pacto de Varsóvia (vermelho)

A corrida armamentista
Até 1949, os Estados Unidos pensavam que tinham o monopólio da bomba atômica, mas nesse ano os soviéticos surpreenderam o mundo com a realização de seu primeiro teste nuclear.
Os soviéticos haviam conseguido, por meio de espionagem, a tecnologia da fabricação desse tipo de arma. A partir desse momento, começa uma competição entre os dois países para a produção de armamentos mais avançados para superar a nação inimiga.
Americanos e soviéticos vão produzir, nos anos da Guerra Fria, uma grande quantidade de armamento para conseguir a supremacia militar. Para se manter na frente nessa corrida, ambos os países vão recorrer a espionagem.
Submarinos nucleares foram desenvolvidos por americanos e soviéticos para lançar mísseis nucleares. (submarino soviético da classe typhoon).

Submarino da classe Ohio em concepção artística lançando mísseis tomarawk.
Nesse período também ocorreram teste nucleares que tinham o objetivo de demonstrar o poder de destruição dos artefatos nucleares.

A corrida espacial
Outro aspecto importante da Guerra Fria foi a corrida espacial entre EUA e URSS. Soviéticos e americanos desenvolveram avançada tecnologia espacial para fins militares e de propaganda política. Nessa corrida, os soviéticos saem na frente pois eles lançaram em 4 de outubro de 1957 o primeiro satélite artificial, o Sputnik I. Em 3 de novembro de 1957, os soviéticos lançaram o primeiro ser vivo ao espaço, a cadela Laika.  Infelizmente, Laika não sobreviveu ao voo. Em 12 de abril de 1961, os soviéticos conseguem lançar ao espaço por meio do foguete Vostok o cosmonauta Yuri   Gagarin. Esse fatos, colocaram os soviéticos na frente na corrida espacial (sobre o programa espacial soviético veja o vídeo clicando aqui).

Os americanos desenvolveram ambiciosos projetos especiais para rivalizar com o projeto especial soviético. Os americanos desenvolveram o programa Mercury e Apollo. Com a Apollo 11, 20 de julho de 1969, os americanos conseguem a grande vitória sobre os soviéticos com a chegada do homem a lua.
Nos anos 1980, os americanos dão prosseguimento ao projeto dos ônibus espaciais, sendo que os soviéticos desenvolveram um projeto concorrente, chamado de Buran.

 Na próxima postagem vamos discutir outros aspectos da Guerra Fria, como os conflitos árabe-israelense, a Guerra da Coreia, a Guerra do Vietnã e os movimentos de independência da África nos anos 1960 e 1970.